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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sozinho com as lembranças

Lembro que seu nome escrevi na areia
Com a esperança que o vento ou a água a levasse da lembrança
No entardecer que eu ali apagasse
E no outro dia nada lembrasse
Porem ainda estava lá
Como que na pedra escrito
Eu ainda vendo aquilo
Vi a certeza de um sofrer
Por não querer mais quem ama
Por querer apagar a esperança
Então vi que a sina minha era viver na angustia
Como há tantos dias já havia vivido
Naquela noite acendi uma fogueira
E sentado em volta dela com amigos a beber
Cantando magoas em notas tristes no violão
A brisa e quebrar das ondas faziam fundos e coros as minhas canções
As estrelas rodeavam e chegavam mais perto só para ouvir
O que a lua não quis escutar
E todas aquelas estrelas se apaixonaram pelo amor que não era por elas que era cantado
A cada verso declamado de meus murmúrios via uma lagrima caindo do céu
Naquela fogueira eu via aquele roto sereno com os cabelos esvoaçantes junto a chamas
Assim ela aparecia só para aumentar minha dor e a inspiração
Naquela noite o sol amanheceu mais cedo
Mais uma vez não vi todos irem embora
Mais uma vez...
Sozinho com as lembranças

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