Páginas

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Noite

Noite, longa noite
O tempo para
O sol se esconde com medo do que há por vir
Agonizado, demora cada vez mais a nascer

Noite, longa noite
Onde todos acordados
Gritão seus prantos vividos e revividos
Nos tordilhos de sua mente

Agonia é tanta que a vejo deitada
No leve sono da madrugada
Em um peito frio encostada
Com um leve sorriso no rosto

A única chance que ainda me agarro a pensar
É que mesmo com outros braços á amparar-te
Ainda assim comigo sonha

Porem sei que é só um delírio
Tudo em volta é ilusão
Eu para ti não existo mais
Nem tão pouco a compaixão
Os gritos batem e voltam das paredes
Grudando em minha carne maltrapilha
Onde qualquer boêmio se afundaria
Em uma overdose de lagrimas

Um comentário:

  1. Sensacional o esta tua poesia Beller! Amei cara, muito bom! Expressivo...

    ResponderExcluir