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domingo, 26 de agosto de 2012

Não acredite no meu amor

A verdade é que não quero que acredite no meu amor
Não que eu não a ame
Mas é que eu não sei amar

Amo-te sim como amei a tantas e tantas outras
Amor polígamo que a tantas ama
E por fim nenhuma ama

Não digo que a trairia
Disso minha própria índole me impede
E me condenaria ao peso na consciência

Sigo e vivo errôneo
Coisa pela qual não posso evitar
Não mais consigo viver com quem já não amo

Em momentos passageiros
Mataria, morreria e vivia por tal pessoa
Mais o tempo se vai e meu amor junto a ele

E como a vida é feita de momentos
Em um breve momento o destino faz-se cruzar
E novamente me perco em minha sina

Sou um ser de coração de pedra
Onde a gota do amor transpassa
E se esvazia, deixando querer o deserto da solidão, em tantos e tantos amores.

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