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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Face

Eu estava lá, a espera de minha musa
E ela vinha, toda despida e sedutora
Eu a tocava, a sentia, mas seu rosto não via
Não pude ver como ela é
Para mim ela não se mostrava
Como homem cai em seus encantos
Naquela noite amávamos como qualquer outros seres canais
Em meio a tudo pensava escutar sua voz
Com vozes de tantas outras
Qualquer uma poderia ser
Dormimos juntos, e ela com sua face sem rosto a olhar-me

Eu acordei e descobri
Lá ela esteve
Nunca a vi
Sua face nunca mostrou-me.

Pela rua todas olhavam
Eu perdido sem reação ficava
Sei que por mim ela passou
Esperando alguma reação minha
Mais não a reconheci
Senti a vontade dela de em meu corpo tocar
Confesso que desse mal também sofria
Eu estava como tantas e tantas vezes tive medo
Fascinado para não dizer...
Por alguem quem nunca vi e nunca aví

Um comentário:

  1. Cara! Vc tem tanto de min.
    Às vezes penso como seria a poesia sem as Musas.

    "[...] Se ainda é cedo! Tomo a ultima porção da noite para beijá-la. Alço asas no raiar de sol, para fazer morada ao lado dela, neste poleiro inimaginável."

    Voei! Mas volto!

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