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sábado, 10 de dezembro de 2011

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Eu só tinha aquele olhar

Pela estrada onde passava, o sol clareava um novo dia
A neblina se dissipava, mesmo assim pouco a frente eu via
Todos aqueles gritos na memória guardados
Na cabeça ecoava tudo que eu ainda não vi

Caminhando de braços cruzados
Sem ligar para o mundo em volta
Sem ter equilíbrio e sem se apoiar
Não sei como ainda não cai

Com essas roupas escondendo as cicatrizes
Ninguém precisa saber do sangue derramado
Ninguém conhece as dores
Ninguém sabe qual é a que dói mais...

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