Páginas

domingo, 6 de novembro de 2011

143

Não passa de uma ilusão
Pensar que ela venha a mim ler e descobrir que sou eu
Descobrir que depois de ter desistido ainda me martirizo
Que por mais que eu venha a dizer que não afeta, estarei mentindo
Ela não sabe o quanto sinto falta do que nunca tive
E que sei que isto não adianta
Talvez venho a sofrer cada vez mais com isso
Faz tanto tempo...
Faz tempo também que não a vejo
Nem ao menos de relance
Por sorte ou azar sei lá
Quem sabe?
Talvez o destino uma o que não consegui unir
Olha eu me iludindo de novo!
Parece que gosto disso
Mais não
É viver sufocado
Preso ao passado sem futuro
O mais triste é que estou sempre sorrindo
Não me deixo transparecer
Não me deixo desapegar
Fico amarado nesta ancora que afundo
Onde afogado em planto estou
E não morro afogado
De onde não se escuta meus gritos de socorro
Ninguém vê-me definhando
Sem alimento para uma pobre alma
Não a ouvidos que escutem as letras melancólicas em tristes toadas que canto
Enfrente de casa, quando o sol vai descasar
Tento em um gesto desesperado te ver por um acaso
Sentado mais uma vez com meu maldito violão
A dedilhar a musica que lhe- dediquei
E todos passam e param para escutar
Que linda canção!
Mais todos sem entender
Ninguém sabe minha historia
Ninguém sabe quem eu sou...

Nenhum comentário:

Postar um comentário