Páginas

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

98

A mareta do destino
Por sobre as mãos do carrasco
Vem sedenta de sangue
Mal sabe ela que meu coração esta quebrado
Já não bombeia mais sangue
É incapaz de bater por alguém
Não sente mais dor
Esta estagnado no esmo do abismo
Por sob teia de aranha abandonado
O que seria mais um arrebatamento sobre ele
Acostumado a apanhar
Cansou de tentar renascer das cinzas
Do crematório que o destino deixou morrer
Queria saber o crime cometido
Para tanto martírio para uma alma
O desatino tornou-se a própria existência

Nenhum comentário:

Postar um comentário