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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

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E o sol se esconde
Hora que aumenta mais a minha dor
A minha memória parece desenhar no momento
Dos fins de tarde que passávamos juntos a conversarmos
Sem presa de irmos

Lembro-me ainda daquele maldito dia
Que resolvi fazer a maior loucura que já havia feito
Tal qual acho que nunca vou superar
Dia que vi que estava verdadeiramente apaixonado
Por que meu amor a ela queria demonstrar

De tudo não me lembro muito bem
Acho que a mente foi apagando algumas partes com o tempo
Para diminuir um pouco a dor
Lembro-me que varias coisas deram errado
Erro meu não ver que talvez fosse um sinal para a loucura não fazer

Eu tímido dezesseis anos um amor nunca tinha tido
Com vergonha de revelar a outros amais o que sentia
Planejei meu plano santo que santificado não foi
Resolvi um buque de rosas a ela dar
Mais como entregar se endereço não tinha

Resolvi deixar o endereço de lado para depois resolver
Meu maior problema era mesmo a timidez
Como faria isso sem que ninguém vice?
Então a um amigo que a muito considero resolvi contar
Até que então juntamente uma solução encontramos

Fomos à floricultura o buque comprar
Tínhamos decidido deixar na casa dele, pois em casa ninguém da historia sabia
Nem mesmo sequer da menina
O duro é que o desgraçado morava longe da casa dela
E eu o Maximo que tinha era uma bicicleta

Chegando mais um fim de tarde
Na hora costume na net ficava eu a esperar
Lembro-me que neste dia a infeliz demorava e entrar
Mais finalmente ela entrou
E como sempre começamos a conversar

Meio que sem querer dar suspeitas
Comecei a conversar normalmente
Ou o mais normal que podia no momento
E como sempre acontece entre um homem e uma mulher
Quando se conversa demais do que é de costume acaba tendo algumas desavenças

Ela me explico meio que por cima onde era a casa
Mais não sabia qual exatamente
Nervoso e injuriado pela agonia
E ela querendo saber o por que de eu querer saber qual era sua casa
Da agonia só de lembrar

Injuriado falei de uma vez - eu vou ai
-E ela não para com isso para que vir aqui?
-Meu pai esta aqui o que você quer?
Não querendo responder a verdade e sem cabeça para mentir
Só conseguia responder - eu vou ai

Ela insistindo em não deixar respondia
- para com isso você nem sabe onde é minha casa
E eu de contra ponto respondia
- não sei exatamente, mais to em duvida em apenas três
- qual quer uma onde perguntar me respondera onde é a sua

Já tava de saco cheio de toda situação
Tava até pensando em deixar tudo quieto
Mais é difícil, sempre o coração a empurrar para a luta
E finalmente a casa explicou
E enfrente a casa esperaria

Ai já não tinha como correr
Então fui à casa do amigo o buque buscar
Chegando lá a mãe do cara me aparece
Que vergonha tive que explicar tudo
Mais ela disse que não falaria a ninguém

E era longe e eu com aquele buque na mão
Indo ligeiro para que ninguém vice
Tava de apé com medo de estragar as flores
Quando paro na esquina para um carro passar
Meu primo no carro, e dia difícil

Me para o carro e fica a falar comigo
Na verdade nem me lembro bem o que falei
Acho que inventei uma desculpa qualquer e não dei muita morar
Sai andando normalmente
Tava com presa já fazia tempo que eu tinha falado com ela

Finalmente cheguei ao meu local de destino
Tava que tava tremendo que não parava em pé
Ela acho que tinha cansado de esperar tinha entrado para dentro
E lá vai eu a chamar
Não ia perder a viagem depois de toda a vergonha que passei

Chamo na casa, o pai dela que abre a cortina da janela
Nesta hora já não tava nem vendo mais nada
Ai ela sai da casa e vem comigo falar
Lembro até hoje o que ela me falo:
- você é loco! Loco não psicopata para fazer um negocio deste!

Realmente fui obrigado a concordar
E foi isso que aconteceu naquele dia
Acabamos ficando por um tempo
Mais não foi longo o relacionamento
Acho que ainda a amo se não detalhes talvez não fosse lembrar

Talvez ame só como amiga, ou lembrança do que já se foi
Porem sei que flor nunca mais vou dar...

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